
QUANDO FOI QUE VOCÊ DEIXOU DE SER VOCÊ?
- Jessica Leandra dos Passos Nayde Martins
- 19 de fev.
- 2 min de leitura
Você lembra quem você era antes de tentar agradar todo mundo?
Antes de adaptar sua voz.
Antes de diminuir seus sonhos.
Antes de escolher palavras com medo de parecer “exagerada”.
Antes de rir mais baixo.
Antes de se vestir pensando no julgamento.
Em algum momento da vida, muitas mulheres começam a se editar.
Editam a personalidade.
Editam o corpo.
Editam as opiniões.
Editam os desejos.
E fazem isso devagar… quase sem perceber.
Você começa a ser a “boazinha”.
A “compreensiva”.
A que não dá trabalho.
A que entende tudo.
A que suporta.
E, enquanto você sustenta expectativas, começa a abandonar sua essência.
A autoestima da mulher não é destruída de uma vez.
Ela é corroída em pequenas concessões diárias:
– Quando você aceita menos do que merece.
– Quando você se compara o tempo todo.
– Quando você silencia para evitar conflito.
– Quando você acredita que precisa ser escolhida para ter valor.
Mas deixa eu te lembrar de uma coisa importante:
Você não nasceu para ser versão reduzida de si mesma.
Você não precisa ser menor para caber.
Não precisa se calar para ser amada.
Não precisa se moldar para ser aceita.
Autoestima não é sobre se achar perfeita.
É sobre não negociar sua identidade.
É olhar para dentro e perguntar:
“Eu estou vivendo de acordo com quem eu sou… ou de acordo com o que esperam de mim?”
Talvez você não esteja cansada.
Talvez você esteja desconectada.
Desconectada da mulher que sonhava.
Da mulher que ria alto.
Da mulher que tinha opinião.
Da mulher que acreditava em si.
E a boa notícia?
Você pode se reencontrar.
Não precisa mudar tudo de uma vez.
Comece voltando a se ouvir.
Comece dizendo pequenos “nãos”.
Comece escolhendo algo só porque você quer.
Comece se respeitando.
A mulher que você foi um dia ainda está aí.
Ela só precisa que você pare de abandoná-la.
Autoestima não tira folga.
Ela se reconstrói quando você decide voltar para si.
E talvez hoje seja o dia de você se escolher novamente.
— Jéssica Martins
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