
EU QUERIA ME SENTIR MELHOR
- Jessica Leandra dos Passos Nayde Martins
- 21 de jan.
- 2 min de leitura
Há um cansaço que não aparece no corpo, mas pesa na alma.
É aquele que faz a gente acordar sem vontade, sem energia, sem desejo de fazer coisas que antes pareciam simples.
Quando alguém diz “eu queria me sentir melhor”, na verdade está dizendo: “eu não aguento mais me sentir assim”.
A falta de vontade de fazer qualquer coisa não é preguiça.
Não é fraqueza.
E muito menos falta de gratidão.
Na maioria das vezes, isso é um sinal claro de autoestima machucada.
Quando a autoestima está baixa, a pessoa começa a se desconectar de si mesma. Ela para de se ouvir, para de se priorizar, para de se enxergar como alguém importante. Aos poucos, tudo vai perdendo cor, sentido e sabor. O corpo continua funcionando, mas por dentro existe um vazio silencioso.
Esse estado costuma surgir depois de muito tempo se anulando, se cobrando demais, tentando ser forte para todo mundo, engolindo dores, calando necessidades. A mente cansa. O emocional entra em modo de sobrevivência. E o desejo de viver… se recolhe.
Não sentir vontade de fazer mais nada é, muitas vezes, o jeito que a alma encontra de pedir ajuda.
A autoestima saudável não é estar feliz o tempo todo.
É sentir que você merece cuidado mesmo quando está cansada, mesmo quando está quebrada por dentro, mesmo quando não consegue dar conta de tudo.
O primeiro passo para se sentir melhor não é “fazer mais”.
É se acolher mais.
É parar de se julgar por não estar bem.
É validar a própria dor.
É entender que você não está errada por se sentir assim — você está humana.
Buscar ajuda, falar sobre o que sente, olhar para si com mais gentileza e reconstruir a autoestima aos poucos é um caminho possível. E ele não precisa ser solitário.
Você não perdeu a vontade de viver.
Você só perdeu o contato com quem você é de verdade.
E isso… pode ser reconstruído.
💛
Autoestima não tira folga. Ela se constrói todo dia
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