
QUANDO A BAIXA AUTOESTIMA ESCOLHE POR VOCÊ
- Jessica Leandra dos Passos Nayde Martins
- 19 de jan.
- 2 min de leitura
Muitas mulheres chegam até mim com essa frase atravessada na garganta:
“Eu só me envolvo com homem que não presta.”
E quase sempre ela vem acompanhada de vergonha, raiva de si mesma e a sensação de que existe algum “defeito de fábrica” no coração.
Mas a verdade é outra.
Relacionamentos não começam no encontro com o outro. Eles começam no encontro que você tem com você mesma.
Quando a autoestima está baixa, a régua do amor também fica baixa.
Por que isso acontece?
Você aceita migalhas porque não acredita merecer o banquete.
Quem não se sente valiosa se contenta com o mínimo: um carinho raro, uma mensagem de vez em quando, uma presença pela metade. O pouco parece muito para quem aprendeu a viver sem quase nada emocionalmente.
O familiar parece amor.
Se lá atrás você recebeu rejeição, críticas ou abandono, o cérebro registra isso como “normal”. Então, sem perceber, você escolhe pessoas que repetem a mesma dor — porque o conhecido traz uma falsa sensação de segurança.
Medo de ficar sozinha.
A solidão assusta mais do que a falta de respeito. E aí qualquer companhia vira melhor do que a própria presença. Você troca paz por presença.
Você tenta salvar o outro para se sentir importante.
Mulheres com baixa autoestima costumam acreditar que precisam “consertar” alguém para serem amadas. Confundem necessidade com amor.
Mas o problema não é você — é a forma como você aprendeu a se olhar.
Autoestima baixa não é falta de força.
É excesso de feridas.
E enquanto essas feridas não são cuidadas, o coração continua escolhendo pessoas que combinam com a dor e não com o amor que você merece.
O caminho de saída
Você não precisa aprender a escolher pessoas melhores.
Precisa aprender a se escolher primeiro.
Quando a autoestima se fortalece:
o desrespeito começa a incomodar,
a migalha perde o sabor,
o “quase amor” deixa de ser suficiente.
Relacionamento saudável é consequência de uma relação saudável com você.
E isso se constrói com autoconhecimento, limites, terapia e um novo jeito de se enxergar.
Você não atrai “relacionamentos de merda”.
Você apenas aceitou o que combinava com a versão de você que estava machucada.
A nova versão — a que está aprendendo a se amar — vai escolher diferente.
Autoestima não tira folga, ela se constrói todos os dias.
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