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QUANDO A BAIXA AUTOESTIMA ESCOLHE POR VOCÊ

  • Foto do escritor: Jessica Leandra dos Passos Nayde Martins
    Jessica Leandra dos Passos Nayde Martins
  • 19 de jan.
  • 2 min de leitura

Muitas mulheres chegam até mim com essa frase atravessada na garganta:

“Eu só me envolvo com homem que não presta.”

E quase sempre ela vem acompanhada de vergonha, raiva de si mesma e a sensação de que existe algum “defeito de fábrica” no coração.


Mas a verdade é outra.


Relacionamentos não começam no encontro com o outro. Eles começam no encontro que você tem com você mesma.

Quando a autoestima está baixa, a régua do amor também fica baixa.



Por que isso acontece?



  1. Você aceita migalhas porque não acredita merecer o banquete.


    Quem não se sente valiosa se contenta com o mínimo: um carinho raro, uma mensagem de vez em quando, uma presença pela metade. O pouco parece muito para quem aprendeu a viver sem quase nada emocionalmente.

  2. O familiar parece amor.


    Se lá atrás você recebeu rejeição, críticas ou abandono, o cérebro registra isso como “normal”. Então, sem perceber, você escolhe pessoas que repetem a mesma dor — porque o conhecido traz uma falsa sensação de segurança.

  3. Medo de ficar sozinha.


    A solidão assusta mais do que a falta de respeito. E aí qualquer companhia vira melhor do que a própria presença. Você troca paz por presença.

  4. Você tenta salvar o outro para se sentir importante.


    Mulheres com baixa autoestima costumam acreditar que precisam “consertar” alguém para serem amadas. Confundem necessidade com amor.




Mas o problema não é você — é a forma como você aprendeu a se olhar.



Autoestima baixa não é falta de força.

É excesso de feridas.


E enquanto essas feridas não são cuidadas, o coração continua escolhendo pessoas que combinam com a dor e não com o amor que você merece.



O caminho de saída



Você não precisa aprender a escolher pessoas melhores.

Precisa aprender a se escolher primeiro.


Quando a autoestima se fortalece:


  • o desrespeito começa a incomodar,

  • a migalha perde o sabor,

  • o “quase amor” deixa de ser suficiente.



Relacionamento saudável é consequência de uma relação saudável com você.


E isso se constrói com autoconhecimento, limites, terapia e um novo jeito de se enxergar.


Você não atrai “relacionamentos de merda”.

Você apenas aceitou o que combinava com a versão de você que estava machucada.


A nova versão — a que está aprendendo a se amar — vai escolher diferente.


Autoestima não tira folga, ela se constrói todos os dias.

 
 
 

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